Em maio, comecei um projeto na cidade de São Paulo que foi, até então, um dos maiores desafios da minha vida - Trabalhar 31 dias seguidos em 31 lugares diferentes em busca de experiência e descobrir o que realmente amo. Eu consegui! Trabalhei 31 dias seguidos em 31 lugares diferentes e descobri que eu amo fazer isso.

Foto: Matheus Pena / Braveman

Mas e ai, como foi? Sabe aquele frio na barriga que sempre dá no primeiro dia de trabalho. Será que vai ser legal? Será que vai ser muito diferente? Vou ser bem recebido? Não importa quantos anos tenha de experiência, eu sempre senti esse frio na barriga. Só que agora seriam 31 primeiros dias de trabalho. Eu senti esse frio todos os dias na primeira semana e depois simplesmente passou. Passou porque me dei conta que eu tinha desafios maiores do que um dia de trabalho.

Quais foram os desafios maiores? Como foi dia a dia? O maior desafio desse projeto foi fazer sozinho. Eu não tinha uma equipe para responder os emails de propostas, fechar os lugares dos dias seguintes, escrever sobre o dia, tirar as fotos, descarregar as fotos, carregar a bateria das câmeras, filmar todos os dias, postar nas redes sociais, contar as histórias, explicar o projeto para pessoas interessadas ou uma pessoa para me substituir em um dia de trabalho que não tinha força para sair da cama - porque cavei um buraco de 3 metros de largura no dia anterior. Tive ajuda mas foi tudo sozinho.

 

O dia a dia do projeto foi muito trabalhoso. Provavelmente umas das experiências mais difíceis e intensas que já vivi profissionalmente. E já vivi muita coisa nesses anos de publicidade - já dormi muitas noites no chão da agência, muitos fins de semanas entregando campanhas intermináveis e muitos dias que jurava que não iria dar conta, mas nada disso se compara como foram esses 31 dias. Por outro lado, nunca me emocionei e chorei tanto de alegria e satisfação por ter entregue um trabalho, em 10 anos de publicidade, como no último dia desse projeto.

Como foi o trabalho? A melhor parte do dia era o trabalho. Era o momento que eu me desligava de tudo e não me preocupava com mais nada - os emails para responder, os dias seguintes para fechar, o post do dia para escrever ou que estava muito cansado porque dormi 4h da manhã no dia anterior para estar de pé as 7h no dia seguinte. Era o momento de foco e que me fez terminar todos os dias de trabalho com sucesso. 

Geralmente fazemos terapia por causa do trabalho, mas naquele momento o trabalho era a minha própria "terapia". Aquelas 8 horas de trabalho eram o meu "day off", a minha folga de tudo. Era o momento que fazia cada vez mais sentido estar fazendo aquele projeto.

 

Qual foi o melhor dia? Qual foi o mais diferente? Me perguntam muito isso. Tiveram vários dias incríveis. O dia que mais aprendi, o que mais me diverti, o que mais me emocionei, o melhor chefe, o melhor pagamento e com certeza, os que faria de novamente. Também tiveram piores dias mas isso foi muito importante para me ajudar a descobrir os tão curiosos dias melhores.

Eu ainda estou a procura de dias diferentes. Trabalhos que nunca pensei que faria. Dias novos. Trabalhos novos. Lugares novos. Histórias novas.

Por isso, não vou dizer ainda que tive os melhores e diferentes 31 dias da minha vida porque ainda quero muito mais. No dia que essa busca por experiência acabar, se acabar, posso com certeza dizer que foram os dias mais importantes que vivi.


Quer saber mais? É muita coisa para contar em um dia. Então, acompanhe por aqui, pelo facebook e pelo  Instagram que ainda tenho muita história (atrasada) para contar sobre esses dias e os próximos que virão.

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