One Day Hand / Edição Sampa

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One Day Hand / Edição Sampa

Em maio, comecei um projeto na cidade de São Paulo que foi, até então, um dos maiores desafios da minha vida - Trabalhar 31 dias seguidos em 31 lugares diferentes em busca de experiência e descobrir o que realmente amo. Eu consegui! Eu trabalhei 31 dias seguidos em 31 lugares diferentes e descobri que eu amo fazer isso.

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Dia 13 / Jardim Secreto

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Dia 13 / Jardim Secreto

O QUE EU FIZ: Ajudar a construir a parte teste de uma horta orgânica.

UMA HISTÓRIA: Conheci Carol Fernandes, apresentando o Vira Volta - um site sobre "transformação pessoal através de viagem longo prazo. Uma volta pelo mundo, uma virada na vida.".

Me apresentei e contei a ideia do One Day Hand, ainda com poucos dias de vida. Em poucas palavras, ela já tinha entendido toda a essência do projeto e já havia feito a primeira proposta genuína do projeto:

Ajudar ela, grávida, a construir uma horta para que ela pudesse alimentar, ensinar e conscientizar sua filha e outras crianças a importância do cultivo orgânico.

Uma proposta de trabalho como deve ser - com um propósito e relevância. 

Fui para a casa da Carol, bem quebrado do dia 12 e com poucas horas de sono, atrasado para fazer o trabalho pesado e e provavelmente não aguentaria levantar nem uma pá.

Quando cheguei, encontrei metade de um piso já quebrado, um casal de amigos e a Carol, com um barrigão, dando um duro para construir aquela horta.

Nessa hora, esqueci o cansaço e comecei a trabalhar. Porque são dias como esse que faz o One Day Hand valer a pena. Um propósito e relevância. 

O QUE APRENDI: Aprendi mais sobre terra e cultivo orgânico. Aprendi que a linha do pedreiro é importante. Aprendi a fazer um buraco.

EM POUCAS PALAVRAS: Não é fácil cavar 30cm. 

CULTIVO ORGÂNICO - HAND HOURS: +6h  
O QUE GANHEI: $

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Dia 1 1 / Pistache Ganache

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Dia 1 1 / Pistache Ganache

O QUE EU FIZ: Uma intervenção de marcas urbanas para uma coleção de móveis abandonados - Devolvendo elementos da cidade, usados para incorporar na cenografia da exposição, nos pontos onde cada cadeira foi encontrada.

UMA HISTÓRIA: "Abandonados é um processo criativo que busca explorar novos padrões de consumo baseados na empatia entre consumidor e produto. Desenvolvendo uma cartografia afetiva, mapeamos através de percursos peatonais objetos que perderam sua função, e foram abandonados, chegando ao fim do seu ciclo de vida. Ao nos deparar com tais objetos, deixamos eles se manifestarem em novas histórias, compondo narrativas que constroem novos vínculos com o produto que ora deixou de ter significado.

Cada objeto passa por um processo de restauro, e ao longo do mesmo, as peças se manifestam e criam diferentes narrativas e histórias que se materializam em intervenções pontuais. Contando histórias, tentamos criar laços afetivos entre consumidor e produto.

Considera-se o resultado sem fim, já que cada peça teve um passado que não reflete necessariamente em seu presente, e nos comprometemos como atelier a garantir o futuro da peça, caso precise de uma reforma ou ressignificação" Pistache Ganache

 

Foi muito interessante conhecer os Abandonados. Não tive o prazer de conhecê-los pessoalmente mas ouvi falar muito sobre eles. Cada lugar, cada objeto e cada detalhe conta um pouco mais sobre a história de cada um. 

Hoje foi uma experiência muito próxima do que gostaria de fazer como profissão. Há algum tempo, me identifico com o processo de restauração de peças, móveis e espaços com o objetivo de dar um novo significado para as mesmas. 

De certa forma, a proposta do Abandonados é muito semelhante com o que venho fazer com o One Day Hand - Um processo de restauração de pessoas com o objetivo de dar um novo significado para as mesmas. 

Hoje foi mais um dia desse processo.

Obrigado as cadeiras Arlette, Brunette, José, Reinaldo, Edson, Juliette, Dr. Seng e um agradecimento especial ao Nelson - O Mensageiro Sem Foto.


O QUE APRENDI: Aprendi a contar uma história.

EM POUCAS PALAVRAS: Se nada der certo, vou restaurar cadeiras e contar histórias.

DESIGN STORYTELLING - HAND HOURS: +6h  
O QUE GANHEI: Reinaldo

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Dia 10 / House of Bubbles

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Dia 10 / House of Bubbles

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O QUE EU FIZ: Produção do show da inglesa Lucy Rose, no House of Bubbles.

UMA HISTÓRIA: Um espaço para compartilhar o guarda-roupa, beber uma cerveja, comer bem, aprender, conhecer gente nova e ver um show ao vivo de uma cantora gringa na vitrine de uma "lavanderia" pode ser um lugar bem interessante para trabalhar. E tudo isso em só um dia.

O QUE APRENDI: Aprendi a trabalhar bem perto de uma artista famosa. Aprendi a abrir um multidão de gente para um carro passar.

EM POUCAS PALAVRAS: A Lucy parece ter 15 mas na verdade ela tem 26.

PRODUÇÃO POCKET SHOW - HAND HOURS: +6h  
O QUE GANHEI: $ / Cerveja

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Dia 09 / Mandíbula

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Dia 09 / Mandíbula

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O QUE EU FIZ: Dei uma mão em um dos dias mais cheios do mês do Mandíbula.

UMA HISTÓRIA: Sempre gostei do Mandíbula. Sempre pensei como seria trabalhar nesse lugar por um dia, mesmo antes de criar um projeto de trabalhar em lugares por um dia.

O QUE APRENDI: Aprendi a trabalhar um bar em um dia cheio. Aprendi a pegar cerveja, dançar e comer amendoim ao mesmo tempo. Aprendi a chegar de avião no trabalho.

EM POUCAS PALAVRAS:  Não dá para fazer One Day Hand em duas cidades ao mesmo tempo.


BAR - HAND HOURS: +6h  
O QUE GANHEI: $ / Cerveja

DIÁRIO DO DIA:
Dia 9 / 14:10: D. Lucília me deixa no aeroporto de BSB.
Dia 9 / 14:15: Fazer check-in.
DIA 9 / 14:30: Procurar trabalho para o dia 9.
Dia 9 / 15:09: Escrever email para Mandíbula para confirmar o trabalho.
Dia 9 / 15:10: Enviar email antes da aeromoça mandar desligar a aparelhos eletrônicos.
Dia 9 / 15:30: Escrever o post do dia 8 durante o vôo BSB-CGH e cochilar por 15min para recuperar o mínimo de energia para o trabalho do dia 9 que não está fechado ainda.
DIA 9 / 17:00: Aterrissagem no aeroporto de CGH
DIA 9 / 17:15: Abrir o computador no saguão do aeroporto e torcer para o Mandíbula ter respondido o email de proposta de trabalho.
DIA 9 / 17:20: Dia 9 confirmado no Mandíbula!
DIA 9 / 17:30: Tentar pegar um Uber e esperar não ser agredido por um taxista.
DIA 9 / 17:45: Descobrir que é bloqueado pedir um Uber no aeroporto de CGH.  
DIA 9 / 18:00: Correr para um ponto e pegar qualquer ônibus para sair do aeroporto.
DIA 9 / 18:45: Chegar na paulista em meio de manifestação e pegar um uber para chegar a tempo de não ser demitido no dia de trabalho.
DIA 9 / 19:00 - 01:00 / Mão do Dia: Chegar e trabalhar no Mandíbula. \o/

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Dia 08 / Dona Lucília

"Tudo que eu queria, era poder contratar você por um dia para ficar aqui comigo. Saudades, meu filho." Lucília

"Tudo que eu queria, era poder contratar você por um dia para ficar aqui comigo. Saudades, meu filho." Lucília

O QUE EU FIZ: Tarefas domésticas e companhia para D. Lucília em Brasília, no dia das mães.

UMA HISTÓRIA: Cheguei em São Paulo, dia 02 de novembro de 2015, para fazer uma entrevista, com uma mala para uma semana, e já estou há 6 meses sem voltar para casa. Quem não gosta nada dessa história é minha mãe, a dona Lucília.

O QUE APRENDI: Aprendi a cuidar melhor da família. Aprendi que dar uma mão por um dia em outra cidade não é fácil.

EM POUCAS PALAVRAS: Feliz dias das mães, Dona Lucília! Te amo.


FAMÍLIA - HAND HOURS: +12h  
O QUE GANHEI: Passagem (cara e de última hora) de avião ida e volta BSB / SP

DIÁRIO DO DIA:
Dia 7 / 22:00: Encerra o trabalho do dia 7.
Dia 7 / 22:30: Procurar trabalho para o dia 8 - dia das mães - dia difícil para dar uma mão.
DIA 7 / 23:00: D. Lucília faz uma proposta informal de pagar a passagem para fazer companhia para ela no dia 8 - dia das mães.
DIA 7 / 23:15: Avaliar a proposta e pesquisar passagem, para o dia 8, bate e volta para Brasília.
DIA 7 / 23:30: Fechar a proposta e comprar passagem para passar o dia 8 com D. Lucília, sem ela saber.
DIA 8 / 8:00: Vôo CGH/BSB
DIA 8 / 11:30: Surpresa para D. Lucília e entrega do presente (pagamento do dia 06 Feira na Rosenbaum)
DIA 8 / 11:30 - 23:30 / Mão do Dia: Tarefas domésticas e companhia para D. Lucília.
DIA 8 / 23:30: Encerra o trabalho do dia.

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Dia 07 / Galeria 540

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Dia 07 / Galeria 540

O QUE EU FIZ: Trabalhar no bar da inauguração do mais novo biergarten de SP.

UMA HISTÓRIA: Hoje trabalhei com dois engenheiros, um médico, um arquiteto e um professor. Cinco amigos, cinco trabalhos diferentes e um interesse em comum: servir boas cervejas em um novo espaço de arte, cultura e educação. Hoje foi um dos dias mais divertidos desse projeto.

O QUE APRENDI: Aprendi a me divertir no trabalho. Aprendi a fazer Negroni. Aprendi um pouco mais sobre cerveja artesanal.

EM POUCAS PALAVRAS: Não fui o funcionário do mês mas talvez tenha sido o do dia.

BAR HAND HOURS: +6h  
O QUE GANHEI: $ / Cerveja 

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Dia 06 / Feira na Rosenbaum

O QUE FIZ: Dei uma mão na produção da feira.

UMA HISTÓRIA: Fui apresentado a Chris Rosenbaum e na correria da Feira, contei a história do projeto e em poucos segundos de uma forma muito prática, ela disse vem e me dê uma mão. Aceitei e fui! Bem no começo, por um segundo pensei, "eita! Não consigo fazer isso. Vou pegar minha mochila e vou fugir daqui!" e quando percebi, já estava trabalhando correndo de um lado para o outro resolvendo o que podia. Ainda bem que não peguei aquela mochila. Foi demais fazer parte disso. Foi incrível dar uma mão para várias "empresas" que acreditam no que faz em um só lugar por um dia. 

O QUE APRENDI: Aprendi que não é fácil produzir um feira.

EM POUCAS PALAVRAS: Trabalharia para qualquer dos expositores, por um dia.

PRODUÇÃO FEIRA - HAND HOURS: +6h
O QUE GANHEI: Presente de dia das mães para dona Lucília.

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Dia 05  / Paula Jardim

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Dia 05 / Paula Jardim

Paula & Talley

Foto: Augusto Kuba

O QUE FIZ: Ajudar a pintar um mural na parede do bar do Seu Batata.

UMA HISTÓRIA: Decidi dar uma mão para a Paula porque gostei muito do trabalho dela, mas mal sabia que a história da Paula era muito parecida com a minha. Isso fez essa mão ser muito mais interessante. A Paula trabalhava com moda, mas ela queria fazer algo maior. A Paula já foi para Bahia, EUA, México e viveu com suas pinturas em troca de casa, comida e outras coisas que tem muito mais valor do que dinheiro. A Paula tem um trabalho incrível e merece rodar o mundo.

O QUE APRENDI: Aprendi a fazer a base de uma pintura na escada em uma mini ladeira. Aprendi a dirigir um carro automático sem chave.

EM POUCAS PALAVRAS: Se for no Batata, não peça feijoada.

PAINT HAND HOURS: +6h
O QUE GANHEI: Um baralho inspirado na vida noturna do centro de São Paulo.

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Dia 04 / Da Horta Cultivo Afetivo

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Dia 04 / Da Horta Cultivo Afetivo

O QUE FIZ: Ajudar em um dia de produção e montagem das plantas e kits.

UMA HISTÓRIA: Não vou escrever muito porque preciso dormir. Acordei às 4h30 para ir no CEAGESP comprar suculentas, alecrim, lavanda, potes de cobre e umas folhas que não lembro o nome. Essa é uma rotina para quem trabalha com plantas. Foi interessante fazer parte dessa rotina por um dia. Foi ótimo passar uma manhã lidando com aquelas plantas lindas. Poderia ficar o dia inteiro fazendo isso, mas como disse, estou com sono e preciso dormir.

O QUE APRENDI: Aprendi a manusear de suculentas. Aprendi que tem plantas que combinam com sua personalidade. Aprendi que o alecrim no bouquet de noiva representa... esqueci. :p

EM POUCAS PALAVRAS: Não vá no Ceasa na véspera do dias das mães sem reserva.

GARDEN HAND HOURS: +6h
O QUE GANHEI: Produto / Mini oficina particular

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Dia 03 / Buzina Food Truck

O QUE FIZ: Ajudar a produção do dia no QG do Buzina Food Truck.

UMA HISTÓRIA: O principal objetivo do One Day Hand é descobrir o que você realmente ama e o que você realmente quer. Quando conheço e tenho a oportunidade de trabalhar com pessoas que fazem o que amam, eu acredito que estou chegando mais perto desse objetivo. Conheci o Jorge, o Chef Hugo, sua atenciosa equipe e foi uma experiência ótima. Sabe por quê? Essa galera curte o que faz.

O QUE APRENDI: Aprendi o que é uma cozinha profissional. Aprendi a fazer um molho delícia para asinha e um alioli. Aprendi o que é uma gm e aprendi porque um pão duro é chamado de pão duro. Aprendi a fazer coisas básicas para uma cozinha mas extraordinárias para mim. 

EM POUCAS PALAVRAS: Quando alguém disser "queima!", é melhor você ficar parado.

KITCHEN HAND HOURS: +8h
O QUE GANHEI: $ / Boné do Buzina

 

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Dia 02 / Monday Night Burguers

O QUE FIZ: Facilitar a interação dos participantes do MNB nessa segunda.
O QUE APRENDI: Aprendi a receber bem pessoas.
UMA HISTÓRIA: Daniel (Criador do Monday) me disse algo do tipo: "Esse vai ser um dos melhores One Days do seu projeto." E na verdade, foi! Não apenas pelo trabalho ou pelo ótimo hambúrguer (mesmo porque o Monday não é sobre comida), mas porque fiz uma das coisas que mais gosto: conhecer e interagir com pessoas.

EM POUCAS PALAVRAS: "Meu nome é Eduardo Talley. Seja bem-vindo ao Monday Night Burguers!"

SOCIAL HAND HOURS: +4h
O QUE GANHEI: $

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Dia 01 / Motim Cozinha Pirata

Quantas pessoas trabalham no dia do trabalhador? Algumas. Algumas pessoas dirigem um carro para te levar onde você quer nesse dia de folga. Algumas pessoas trabalham no mercado para não te faltar nada nesse feriado. Algumas trabalham para fazer o seu lanche no calor de uma chapa quente, até para um domingo frio. Você já viu essas pessoas? São trabalhadores, que tem um trabalho tão importante quanto o seu.

Hoje, eu tive o prazer de ser um desses trabalhadores. Hoje dei uma mão para o food truck, Motim Cozinha Pirata. 

O QUE FIZ: Assistente de cozinha boa e sem frescura.
O QUE APRENDI: Aprendi a manter uma cozinha limpa. Aprendi a cortar, picar e preparar os alimentos. Aprendi a me virar em uma chapa. Aprendi a fazer um bom sanduíche de linguiça. Aprendi a ser menos inseguro na cozinha.
UMA HISTÓRIA: Nunca fui bom na cozinha. Moro só desde os 19. Cozinha de solteiro, sabe? Sempre cozinhei pra mim mas poucas vezes para os outros. Talvez eu até cozinhe bem mas eu não confiaria fazer um prato para mais de 4 pessoas. Mas hoje, no Motim, cozinhei (dei uma mão) pouco mais de 70 lanches para mais de 50 pessoas. Foi definitivamente um recorde. E o mais importante, elas gostaram. \o/ 

EM POUCAS PALAVRAS: O dia 01 foi um feliz dia do trabalhador. 

KITCHEN HAND HOURS: +8h
O QUE GANHEI: $


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Obrigado por compartilhar!

Felizmente, com apenas "um" post, estou recebendo muito mais pedidos por uma mão do que eu poderia dar em apenas 31 dias.

A caixa de email está cheia de mensagens, propostas e histórias boas pra contar. Porém como um projeto que acabou de nascer, estou me acostumando e organizando todo o processo. Ou seja, caso ainda não tenha te respondido, peço que aguarde só mais um pouco que irei avaliar seu pedido e responder da melhor forma possível. 

‪#‎obrigadopelodia‬

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Seja bem-vindo!

Eduardo Talley / Day Hander

Eduardo Talley / Day Hander

Há algum tempo tento contar uma história. A história de quem procura sentido e relevância no que faz. A história de quem quer fazer e experimentar algo novo todos os dias - assim como você também quer.

Hoje eu apresento oficialmente o ONE DAY HAND - Um projeto em que vou fazer 31 trabalhos, durante 31 dias seguidos, em 31 lugares diferentes para contar uma história. Um dia por uma mão.

Quer ajudar? Veja com carinho - Leia com atenção - Entenda como funciona - Avalie e critique - Mande para o amigo, colega ou chefe - Me ajude a compartilhar essa história - O que posso fazer por você em um dia?

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